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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Alísios


Esta brisa que corta minh'alma                             com a lâmina de tua ausência,
Adormece em cantos obscuros,
desenhados pela impaciência
e adornados por réplicas de paixões
tão obtusas quanto as que encontro
neste covil de lamentos e delírios,
que, por fim, deixastes feito um legado disforme         de um amor insepulto, inepto em seu realizar e luxurioso em seu desejar
mas que  peregrina como uma sombra
em meus pensamentos e adormece, angelical,
em meus sentimentos.

                                    J R Messias


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Penumbra

Resultado de imagem para relicários

Em um nublado amanhecer,
transpiro pesares, permeados de orações,
murmuradas pelas veredas 
dos segredos guardados,
como relicários em meu herege
e desgarrado coração
que, palpitante pela dor que emana,
comete desatinos sazonalizados
no vão  desejo de um dia ter-te,                              numa esperança angelicamente decaída
como um lúcifer derrotado 
pelas coortes do desprezo,
de alguém que um dia foi, 
embora sintético,  o meu 
superlativo e absoluto amor,
na poesia, na agonia e na solidão.
           

                                 J. R. Messias