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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Nédios amores.


Tua primaveril lembrança
exala o aroma das manhãs fagueiras
onde a memória descansa na doçura suave das maçãs 
e no vermelho intenso das amoreiras.

A sinuosidade de teu amado corpo
guarda em cada curva,
esse vendaval de segredos,
desbravados solenemente por mim
como se sorvesse os frutos de tua alma desnuda

A sequiosidade úmida de tua boca,
a urgência pecaminosa de teu olhar,
segredam desejos em tua voz rouca
e devassam meu corpo, na ânsia de amar.

Esse amor que escoa, lascivo,
pelas fontes corpóreas dos desejos,
pelo impacto de corpos luzidios 
e o acoplar de nossos vis anseios.


J. R. Messias


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Virtual.paixão.com


Seria a lei do mínimo esforço amoroso ? uma reconfiguração na forma de amar ? uma evolução da antiga (e não extinta), relação amorosa epistolar ? (como no file, "Cartas para Julieta"), ou o comodismo  e a pseudo-segurança de namoros em sítios de relacionamento (com todos os riscos inerentes)?


O namoro virtual, parece uma "ideologia" de sentimentos recíprocos (ou não), acalentados pela frieza da solidão de uma virtualidade insensível que dá a distância, essa falsa sensação de proximidade e aconchego ao coração e principalmente ao ego, que transmuta um sentimento amoroso e real, numa ilusão emocional, preenchida pelas promessas repletas de bits, bytes, gigabytes, fantasiosas e, muitas das vezes, mentirosas, expressas na sofreguidão  destes desejos virtualizados mas, no fundo, reais, e carentes de um amor companheiro e verdadeiro.



J. R. Messias


imagem: conexaoarabe.blogspot.com




Ela (homenagem a V. Cruz)


Contagiante na sua forma de ser,
bacante no jeito de celebrar,
pulsante na maneira de expor,
marcante no jeito de dispor,
seus trejeitos, conceitos e defeitos.

Sua figura escancara a alegria,
sua cara desfigura a monotonia
sua alma transgride o dia a dia.

Ela leva este contágio indecoroso e benévolo
para aqueles a quem possa partilhar,
uma sílfide na pauliceia a desvairar
uma valquíria dos Campos  Elísios
a nos proteger e guardar.



J.R. Messias

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Extirpe



Frágil como o pulsar de um longínquo quasar, assim é o meu amor por ela, que trafega a anos luz, onde a esperança se desespera, a alegria se entristece  e a felicidade se oblitera.
Diagnostico neste agnóstico jeito de amar, as marcas de uma paixão lavrada na mentira e lapidada na hipocrisia dos gestos e palavras, numa ignomínia  rastejante, oculta nas frestas da obscuridade e nos orifícios da insanidade.
Abortar este abcesso, faz-se necessário, ante a metástase ameaçadora de um sentimento letárgico
para fazer da vida,
um ato litúrgico
e menos lisérgico.


J. R. Messias


Imagem: blogdakeillafedossi.blogspot.com

High way



A paixão  queima a alma, em um trajeto sinuoso de um amor incerto, repleto de desvios, cruzamentos e viadutos que dão a dosagem da extensão, dos desafios e dos solavancos a que os amores são submetidos.
Alguns são velozes e imprudentes e precipitam-se nos acostamentos  da solidão, danificados pelo excesso de pressa.
Outros, mais lentos, demoram a atingir o destino nos estacionamentos das paixões e acabam  sendo ultrapassados 
por outros, mais objetivos.




Outros, ainda, na dúvida e na incerteza de seu trajeto sentimental, busca vias alternativas, como forma de preencherem o vazio de suas contradições amorosas.
O amor, seja ele conduzido de forma lenta, veloz ou incerta, tem em todos estes modos, um elemento em comum, o destino líquido e certo de um sentimento verdadeiro que não tolera excesso de multas ou acidentes de percurso.  O risco da cassação da habilitação amorosa é quase certa. 


J. R. Messias


Imagens:andafter.org

sábado, 24 de maio de 2014

Solarium


Tua paixão reflete em mim,
com a clareza de uma noite de luar,
brilha em meu rosto,

como uma aurora boreal,
como a luz de um ser angelical
iluminando as trevas da solidão,

pulsando como um brilho estelar.
Ensolarado, fico na tua presença,
iluminado por esse amor radiante

que energiza meu ser a cada instante,
neste litúrgico cotidiano de te amar.



J.R. Messias

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vagar



Um dia meu amor perguntou:
onde é que o amor termina e
quando a paixão torna-se peregrina?
Ressabiado, respondi, 
que o tempo que leva 
para o amor ser finalizado
é o mesmo que faz, da paixão, 
um sentimento inquietado,
vagando que nem condenado,
pelos campos de amores mundanos,
pelas estepes de uma vida cigana
e pelos desertos de dores e enganos,
numa geografia onde o amor subjaz,
em um tempo onde a esperança, rareia
onde a distância, nossa percepção, falseia 
e os sentimentos, outrora abundantes,
ternos e partilhados, tornam-se frágeis,
distante e dissonantes.


             J. R. Messias



Imagem: helenaconectada.blogspot.com

It's over.

Caminhada longa,
realizei.
              Légua profana,
              caminhei.
Solidão companheira,
convivi.
              Encontrar o amor,
              desisti.
Minha ternura em versos,
escrevi.
              Na procura ingrata,
              que escolhi.
No desprezo lacônico,
que ouvi.
              Na memória dessa paixão,
              que sofri.
A estrada, continuo 
a seguir.
              Expressar meu infortúnio, 
              assenti.
Contrariando a paixão,
decidi.
              Um outro amor procurar
              e ocultar-me de ti.


           J. R. Messias


                                              Imagem: www.4shared.com

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sarraceno


Tal qual um Beduíno, 
caminho, tendo a frente,
um inóspito deserto de inquietações,
que traduzem os percalços que, subalterno
enfrento, contrito, na procura
de um alento que permita-me encontrar
a chave que liberte-me
desta clausura Saariana e
desta Espartana carência de amar.
Que seja, pelo menos, um profano mantra
que destile a dormência  que captura e adestra,
coração e alma, a este quebranto viver,
a esta analgesia dolorosa e porosa,
que deixa impurezas em meu coração
que, convulso e resiliente,
prostra-se no Islamismo de uma oração,
na fé de encontrar nestas preces,
o milagre para livrar-me da solidão.



                J. R. Messias


domingo, 18 de maio de 2014

Croquis



Fiz desse desejo, um esboço
onde esquadrinhei me metódico amor
tracei juras e plotei minhas ilusões
de um coração ainda moço.
Para isso, usei a escala apropriada,
nem grande e nem pequena, 
para que coubesse no coração,
todo o tamanho deste carinho
calculado pela emoção.
Mensurei, calculei, tracei e medi,
como se um sentimento,
pudesse ser planejado,
como se o amor,
pudesse ser quantificado
e como se a paixão,
pudesse ser delimitada,
débil sonho de quem, do amor,
foi deserdado.


J. R. Messias


Imagem: autonomies.org

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Aflição

Nos soturnos labirintos
deste solano sentimento
encontro o refúgio
na luminosa frieza
de teu urbano olhar
atento, astuto,
como um bom presságio
das benzedeiras 
que retiram todo o quebranto
e toda a inquietação
desta profusa forma de amar
e subitamente abortam
toda a ortodoxia 
deste claustro onde,
aflito, carrego em minhas mãos,
ataúdes repletos
de dor e solidão,
libertando meu ser desta sina,
e preenchendo minha esperança,
de amor e compaixão.


       J. R. Messias


            Imagem: verbo-pai.blogspot.com

terça-feira, 13 de maio de 2014

Flerte


Ajusto o calibre de meu olhar,
no balanço de teu corpo esguio,
vislumbrando tua beleza madura,
tua pele aveludada e teu aroma de orvalho.

Encontro neste conjunto,
                           a plenitude de um prazer,                             deveras olvidado,
                                a graciosidade de uma visão                                                            
há muito obliterada,
capaz de preencher  de sentidos,
este desnudo espírito
que tanto procurou,
neste féretro abandono,
os rastilhos de tua implacável
candura de mulher,
encastelada nos muros altos de um  desejo
verbalmente transitivo,
onde tento encontrar
o tempo e a flexão necessárias
para o teu amor, um dia,
poder conjugar.

J. R. Messias


Adverbial.


Genuinamente, ofereço um amor
             que traduz minha paixão, solenemente, tão ardorosamente perseguido e rastreado
por incertos caminhos, sinuosamente.

Mas, implacavelmente,  a realidade se distorce 
como num pesadelo que, amargamente e incontinente,
regurgita esta lógica, recolocando a vida nos trilhos, 
inapelavelmente.  

Comumente, transgrido esta trilha de fé,
ofertando clamores que, ingenuamente e diligentemente, 
transfiro, impávido, aos detratores desse amor insolente.


J. R. Messias





segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dormente


No atordoar das insones madrugadas,
prostrado ao relento de teu candente desprezo,
desperto, exasperado, por ausências e carências
que subtraem minha lucidez, aviltando a volúpia
deste voraz desejo.
Esta ânsia dúbia, entre o rancor e a paixão
exacerba meus crônicos desatinos,
deflagrados pela eloquência desta solidão,
que drena a sanidade deste agônico amor.
embotado nesta súplica quase afônica,
no amargor deste tépido beijo,
no inóspito vazio de teu olhar e 
na frieza crua de um adeus.

J. R. Messias


Imagem: arquivo da web.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Poéticos


Mergulhado num mundo
de quereres, saberes, poderes e prazeres
absorvo a quintessência de seres
substantivados no domínio de uma cognição
prazerosa e infinda, que interpõe-se 
entre a subjetividade dos sentimentos
e a concretude das palavras,
ousadas, reveladas e partilhadas
num cordel infindo de 
métricas, rimas e poesia
na busca incessante de extrair,
da alma, aquilo que a mente e o corpo,
consola e conforta.

                J. R. Messias


Imagem: www.blogger.com

terça-feira, 6 de maio de 2014

Sapiente


Longe, na distração das horas que passo
longe de tua harmoniosa presença,
encontro nas letras em prosa e verso,
os sinais que mostram toda a relevância 
deste aguçado amor, espalhado por entre
tantas folhas avulsas, que não só testemunham
como servem de substrato para tanto carinho,
amor e paixão, esboçados em tantas palavras e rimas.

Amor que não tem hora e nem sossego,
por maior que seja a distância 
a privar-me de tua doce imagem,
impondo a mim, oceânica saudade
tão crescente quanto a inspiração
para expressá-lo e assim
aplacar minha solidão.


                           J. R. Messias

Secret love



Que amor é esse, tão sincrônico
em seus movimentos,
tão preciso em seus sentimento
e tão inabalável e alheio aos tormentos?

Que amor é este que domina 
todos os compartimentos,
que é puro zelo e fogoso apelo,
que solene gravita, na órbita de minha vida?

É aquele que, inocula prazeres,
que transfunde amores,
que apazigua a alma e 
preenche os jardins da vida
de flores.


                    J. R. Messias

sábado, 3 de maio de 2014

Prelúdio



Quisera eu, que um dia, 
meu amor reverberasse em ti
como uma bela Melodia.
Quisera eu, que um dia,
meu desejo ressoasse em ti
com a leveza envolvente 
de uma bela Serenata.
Quisera eu, que um dia,
que minha paixão recrudescesse em ti
como uma vigorosa Rapsódia.
Quisera eu, que um dia,
o meu amor  envolvesse  a ti
como uma sagrada Oratória.
Quisera eu, que um dia 
tenha a presteza e maestria
para transformar esta
partitura de desejos
numa eterna Sinfonia.


                 J. R. Messias

Imagem: shelf3d.com

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Olhares


A expressão de teus olhos mestiços
revelam, por trás desse cósmico brilho, 
a cintilância de um ser 
telúrico, terno e convulso.

Que instrumentaliza as palavras
na forma de poesia, num esforço
proposital de transbordar, liricamente,
sua abençoada descompostura.

Teu aquilino olhar, seduz e incorpora
nas almas alheias, uma infanta curiosidade de
poder tuas rimas explorar,
teus segredos perscrutar e
tua poesia deleitar.



J. R. Messias

Imagem: olhares.sapo.pt

Obscuro


No denso negrume da noite
encontro nas constelações
o espectro de luz , capaz 
de guiar os destinos deste
coração quase soturno.

Busco nos rastros de uma nebulosa
os rastros de caminhos onde 
brilham cometas, quasares
e supernovas, para as minhas 
débeis esperanças, sempre 
renovarem, ofuscando assim 
as matérias escuras da desilusão.

Vejo nas miríades zodiacais 
o destino traçado pelos astros,
numa conjunção estelar que 
tire do vazio a premência
presente desta solidão.


            J. R. Messias


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Orvalho


Amanhece, brumado, mais um dia,
morgado por uma incauta esperança
de uma busca quase insone
de uma paz que, burlesca, insiste
em contrariar meu renovado coração
Entardeço neste apanágio de dor
de prenúncios e desilusões 
vilipendiando momentos 
que remetem a um despertar
para o estoico sentido da solidão
Anoitece e as esperanças jazem agora, insepultas
na percepção onírica de meu exausto cansaço
onde, na cama, busco o acalanto encontrar 
e tua presença mágica desfrutar
nessa utopia diáfana de meu adormecer 
entregando, ao acaso, meu confinado desejo
no efêmero desejo de meu sono amanhecer
ao teu lado, minha vida, enternecer.


J. R. Messias